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101 Dálmatas | Nota de Rodapé

Hoje é a vez do clássico inglês queridinho no mundo todo. Quem não ama narrativas sobre cachorros? Pois é, essa história passa batida e é um tanto ofuscada por suas representações cinematográficas. Esse livro, além de encantar com a história, encanta com a edição. Mas vamos pela ordem correta nas apresentações: Dodie Smith, a autora, foi uma escritora inglesa e sua obra de mais sucesso foi “101 dálmatas”, escrito em 1956 e adaptado como longa-metragem animada em 1961, pelos estúdios Walt Disney. O filme fez repercutir e acabou entrando em nossas casas e corações.

A história se passa na graciosa Londres, onde Pongo e Missis moram. Os personagens principais são um casal de dálmatas muitíssimo inteligentes que estão prestes a ter sua primeira ninhada. Todos na casa ficam encantados quando os filhotes nascem, mas há um mal a estreita: Cruella De Monya, que aparenta ser simpática com a família, mas apenas com intenções de roubar os filhotes para transformá-los em casacos de pele. O livro é um tanto diferente dos filmes, mas deliciosamente recheado de acontecimentos a toda hora.

A escrita flui muito bem, já que a obra é dirigida principalmente para crianças. O que mais chamou atenção durante a leitura foi a maneira como Dodie conduz a história: a narração é feita pelos próprios cães. Os animais pensam exatamente como seres humanos pensariam e, por vezes, invertem a situação. Contam como os humanos são, na verdade, os seus bichos de estimação e que o contrário é, na verdade, um erro bastante comum cometido pelas pessoas. Dodie conduz a história com maestria e, mesmo conhecendo os acontecimentos de tanto assistir aos filmes, ainda consegue te manter ligado ao livro. Você deve estar se perguntando por que os nomes dos personagens não batem com os da adaptação. Alguns são os mesmos, porém Missis e Perdita são cachorros diferentes e aí está uma das surpresas da história.

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Existem várias edições deste livro, algumas delas infelizmente esgotadas – ou, talvez, encontram-se desgastadas nas prateleiras de sebos. Para salvar a pátria, a editora SESI-SP publica, em 2017, uma edição mais recente. Essa versão do livro não só faz divulgar a história, mas encanta e adoça os olhos com várias ilustrações e detalhes que nenhuma outra edição contém. O livro tem uma jaqueta que se desprende da capa na frente e forma uma ilustração comprida e majestosa. Cada início de capítulo é marcado por um título em uma fonte grossa e o preenchimento das palavras é feito com pintinhas características dos dálmatas. Além disso, as páginas do interior do livro são azuis e a fonte, na cor preta, não fere os olhos. Ao contrário, é muito confortável de se ler.

Em conclusão, em estilo “conto de fadas”, 101 dálmatas é um livro infantil que pode ser muito bem aproveitado quando lido por adultos ou em conjunto com uma criança. Com uma narrativa fluida, a união entre história e edição fazem nossos cachorrinhos favoritos se transformarem em leitura obrigatória.

5

Excelente!

some text⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀101 Dálmatas – Dodie Smith

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Capa comum: 224 páginas

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Editora: SESI-SP

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Idioma: Português

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Ano: 2017

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